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(Übersetzen) Essa obra retoma o texto de dois cursos dados em 1951-1952. Através de uma reflexão sobre a tradução, Heidegger afirma a urgência de se reaprender a pensar, numa época em que a ciência e a técnica mataram o pensamento.
A passagem de uma língua para outra, permitida pela tradução, não é uma passa¬gem comum: é passagem para o Ser do ente. Portanto, é a partir do Ser do ente que aprenderemos a pensar a tradução, assim como tudo o que houver para pensar. É necessário traduzir as palavras para poder entendê-las e, reciprocamente, é preciso en¬tendê-las para poder traduzi-las. Pois o que as palavras dizem só é dito em sua própria língua.
Todo pensamento, para Heidegger, é necessariamente tradução. Assim, a pergunta original: “O que significa pensar?” transforma-se em “O que é Isso que nos concla¬ma a pensar?” O que está em jogo a partir daí é a dignidade da questão do Ser do ente. Ora, como estas duas últimas palavras hoje em dia não passam de “vocábulos va¬zios”, o autor deve voltar às origens do pen¬samento ocidental para reconduzir o pensa¬mento ao estado mítico de que saiu.
Estudo: M. Haar (sob a direção de) Martin Heidegger, Cahiers de L’Herne, n.° 45, L’Herne, 1983
publicado em 09/09/2010 às 18h37
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